Piers Morgan and Women Killed

13:51:00

Piers Morgan é diretor de edição do First News, atua principalmente na televisão como apresentador, mas se tornou conhecido como um juiz de reality shows. No Reino Unido, ele é juiz do Britain's Got Talent ao lado de Amanda Holden e Simon Cowell. Morgan é mais conhecido nos Estados Unidos como um juiz do show de talentos America's Got Talent, e como o vencedor de ""O Aprendiz Celebridades"". Ele é autor de oito livros, incluindo três volumes de suas memórias. Foi editor dos jornais News of the World nos anos de 1994-1995 e do Daily Mirror entre 1995-2004. Entre 2011 e 2014 apresentou o programa de entrevistas Piers Morgan Live na rede norte-americana CNN.

Esse post é sobre esse bocado de coisas que o Wikipédia acabou de me contar? Não. É sobre um dos trabalhos de Piers, "Piers Morgan and Women Killed", particularmente ficaria feliz se um dia tivesse o ego e confiança desse pessoal que coloca seu nome em todos os trabalhos ainda que a temática principal nada tenha haver com o umbigo do dito cujo.

Todavia, o material é bom. E pode estar ficando cansativo e obscuro tratar da temática criminal novamente no blog, mas em nome da época da minha vida onde tudo o que eu queria era trabalhar no serviço de inteligência criminalista ou no IML, respeitem minha afoita curiosidade nos temas que cerca tal temática. Antes de iniciar, tentarei manter o acordo que fiz comigo para não escrever adjetivos depreciativos para essas doidas. Ops, falhei.

Ainda não entendi se a intenção de Piers é uma série, documentário em partes ou material para a rede editado como matéria de telejornal, vamos ao primeiro episódio e vocês me ajudam a chegar em uma definição.


O primeiro episódio vem com o caso de Erin Caffey, jovem americana que aos dezesseis anos lá em 2008 coordenou o assassinato de seus pais e irmãos em Rains County, Texas. O motivo? Ela queria namorar, gente. Vê se pode?! Não sei nem explicar o tanto que a mão coça pra dar pelo menos cinco tapas num 'ser' dessa qualidade - Aviso, este post está recheado de sarcasmo na tentativa desenfreada de evitar palavrões - Para tanto, ela juntou-se ao então namorado que com a ajuda de dois amigos deferiram tiros e golpes de espada samurai à família enquanto Erin estava no carro do moço próximo a casa, que foi incendiada. Mãe e filhos tiveram seus corpos carbonizados. O pai conseguiu fugir e pedir ajuda para um vizinho, segundo ele "não podia morrer sem denunciar os criminosos a polícia".

Tão grande foi a surpresa ao descobrir que sua filha mais velha Erin, estava por trás do crime que devastou a cidade. Ela até hoje faz a linha 'não sei, não vi' e desvia das perguntas que a relacionam com o crime. O pai - coitado - depois de tanto tempo ainda está em negação, para ele Erin não é culpada. Eu insisto em pensar que tal negação aos fatos e perdão à filha deve-se ao fato de que ela, a mandante, é o que sobrou da família. Pobre homem, 'o que você tem, é o que te tirou o que você tinha'.

O jornalista tão conceituado e blá blá blá disse para a acusada ao final da entrevista que espera que ela tenha um final feliz visto que não consegue vê-la como o mostro que todos falam, enquanto a promotora de justiça e os demais envolvidos o alertaram de que Erin era uma das criminosas mais perigosas que já tinham visto. 


Minha opinião? A pessoa é tão descarada e ciente da cara de anjo que após assistir você não sabe como um ser humano tão fisicamente pequeno pode ser possuidor de tamanho cara de pau. Erin foi condenada a duas perpétuas + 25 anos de prisão. E, como lá nos Estados Unidos graças a Deus não é como aqui no Brasil, ela só poderá recorrer da sentença após cumprir 40 anos de prisão, até lá, chave.

Esse primeiro episódio me lembrou o extinto programa brasileiro que me fazia fingir estar dormindo e me deixava tremendo de medo na infância, o global Linha Direta. Quem lembra? Quem temia? Quem ainda possui traumas? O segundo episódio é dividido entre as histórias de Amanda Lewis e Rhonda Glover, talvez a ideia de tratar dois casos em tão curto espaço de tempo tenha estragado  o episódio. Havia sim material - e creio eu, conteúdo já pronto - para um terceiro episódio.


Amanda Lewis era até então, a jovem mãe de Adriana e AJ Hutto, quando em 2007 na cidade de Esto, Flórida a polícia recebeu um chamado para o que tudo indicava ser um acidente doméstico comum na época, afogamento. 



A polícia foi chamada e chegou ao local encontrando a menina já sem vida e a mãe junto com o irmão da criança. A cena era essa:


Adriana Hutto teria subido no carrinho para limpar a piscina com uma bandeja de alumínio encontrada na piscina e escorregou, caindo e posteriormente se afogando. Tudo aparentemente inocente até que a mãe segue com a filha e o corpo de bombeiros para o hospital enquanto AJ vai para a casa dos avós. Uma hora após o ocorrido, o delegado local recebe a ligação da avó de AJ que diz "eu preciso que veja AJ, ele precisa contar o que me contou", e pá, vejam isso:


Ainda que seja terrível, o que me chocou além do ato de matar a criança, foi realizá-lo diante de outra criança. O depoimento de AJ foi levado à corte e um processo foi aberto. O que era acidente passou a ser tratado como crime de homicídio, as agressões e comportamento da mãe foram levados ao tribunal. Aí você questiona: como o depoimento de uma criança pode ser usado como prova? É uma criança, a experiência traumática e a perda podem influenciar nos pensamentos, ele pode estar fazendo uma confusão nas memórias ou  ainda estar simplesmente mentindo.

Sim, ele poderia estar fazendo tudo isso, não fosse as provas de perícia que batiam exatamente com os detalhes do depoimento de AJ, os acontecimentos próximos ao local como sobrevôos do exército americano que constavam em depoimento e ainda as marcas presentes no rosto da vítima. Isso é claro, sem citar o fato de que caso a criança não tivesse tido o rosto segurado dentro da água e tivesse apenas caído como alegado inicialmente, ela apenas ficaria de pé e o afogamento teria sido evitado, fato comprovado pela perícia.

O que mais me tocou foi quando AJ entra no tribunal para depor para as testemunhas e não reconhece a mãe a princípio, após sua presença  ser apontada. a criança caí em lágrimas. Você pode ter o coração tão duro quanto diamante, mas essa cena vai torná-lo uma porção de gelatina.



Há ainda o desenho de AJ, que aponta a localização dos presentes na hora do crime. Ao ser entrevistada, Amanda continua negando a autoria do crime e diz que perdoa AJ, e não atribui a ele nenhuma culpa por estar pagando pena. Desta vez, nem o apresentador parece estar convencido da inocência. O menino foi adotado e ganhou uma nova família e identidade, ele não aparece nos dias atuais durante o episódio. 


O terceiro caso, apresentado de maneira muito superficial é sobra Rhonda Glover, ex rainha de rodeio no Texas que assassinou o marido, o milionário do petróleo Jimmy Joste em julho de 2004 após um um filho, 15 anos de casamento e longo histórico de brigas, violência e abuso doméstico, somados a excessivo uso de drogas e álcool.

Jimmy foi morto em casa com treze tiros a queima roupa entre peito, abdômem, braço e virilha. Rhonda fugiu mas foi presa seis dias após a descoberta do corpo e seu nome ser ligado ao crime, ela foi condenada a 43 anos de prisão mas continua com recursos alegando legítima defesa.

O documentário tinha tudo para ser bom, o primeiro episódio te prende e te faz querer ver o segundo, mas o segundo é corrido, feito e editado as pressas, mal mostra o desenrolar do terceiro caso (que comparado aos outros dois, foi muito mal escolhido). Ainda espero que lancem mais episódios e que estes sejam como o primeiro, que envolve psicologicamente e emocionalmente todos que estão assistindo.

You Might Also Like

17 comentários

  1. Impressionante, de facto. O caso de Erin já conhecia, os outros dois ainda não. Aquele menino deixa o nosso coração bem pequenino e apertadinho :(

    Beijinho <3

    Lina Soares
    Trinta por uma linha

    ResponderExcluir
  2. Não conhecia, mas parece ser bem interessante!

    Beijo!

    ResponderExcluir
  3. Não conhecia,mas achei bem interessante!
    dreamsdsweet.blogspot.com

    ResponderExcluir
  4. Caracas Lua, que série interessante! Eu não tinha escutado sobre ela, mas os casos são tensos demais!! E eu ri sobre a história do ego, super concordo com vc rsrsrsrs

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

    ResponderExcluir
  5. Fiquei envolvido com sua história só lendo rs
    Gostei muito da sua resenha. Bem completa.

    Jovem Jornalista
    Fanpage
    Instagram

    ResponderExcluir
  6. Nossa... Fiquei apavorada e ao mesmo tempo curiosa para assistir!

    Beijinhos!
    http://blahoestraich.com.br

    ResponderExcluir
  7. Não conhecia e fiquei bem curiosa para conhecer.
    Adoro episódios que envolvem dessa forma e já quero conferir esse.

    http://www.revelandosentimentos.com.br/

    ResponderExcluir
  8. Fiquei simultaneamente chocada e interessada com as histórias, principalmente as duas primeiras! Gosto do toque de humor que pões nos textos de opinião, tornam os posts muito divertidos e leves de ler :)

    ResponderExcluir
  9. Uaau! Não sabia que ele fazia esse tipo de documentário! Fiquei curiosa pra conhecer!

    www.apenasumdia.com.br

    ResponderExcluir
  10. Esses documentários costumam ser bem intrigantes e chamam bastante minha atenção.
    O problema é que fico muito impressionada.
    Neste caso, principalmente pelo caso do filho que serviu de testemunha.
    Beijinhos,
    Sabrine Varolo.
    Blog Entre Garotas

    ResponderExcluir
  11. Histórias chocantes , não conhecia esse documentário

    ResponderExcluir

Obrigada por acompanhar o blog e comentar, isso é muito importante para mim :)

Deixe seu comentário e eu responderei assim que possível.

Dúvidas, sugestões ou reclamações? Envie um e-mail para contato@meumundodalua.com

Nos curta no Facebook

Sobre a Lua

21 anos atrás, fogos de artifício estouravam no céu competindo com o barulho de um choro estridente de uma pequena panda que veio ao mundo com a missão de tentar fazer coisas loucas darem certo. O resto não lembro muito, mas cresci e me graduei em Pedagogia e Marketing, e ainda serei uma futura arquiteta!

Subscribe