Stranger Things: o "museu cheio de novidades”

19:24:00


Relendo os post do blog, notei que ainda não havia comentado sobre Stranger Things, a série criada pelos maravilhosos Duffer Brothers, que foi rejeitada por muitos canais (que já devem ter demitido os responsáveis por isso) e que vocês, criaturas do mundo invertido me indicaram enquanto eu clamava para que não fizessem isso enquanto minha lista de série não ficasse em dia. Deus perdoa. Vocês, não.

Will, um garoto de 12 anos, desaparece em Montauk, Long Island. Enquanto a polícia, família e amigos procuram respostas, eles mergulham em um extraordinário mistério, envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha.



Confesso que quando comecei a ver essa série, estava vivendo o efeito reverso do grande BUUUM que as pessoas fizeram sobre a história. Todos, eu disse T-O-D-O-S os veículos de comunicação que acompanho falavam sobre a série, redes sociais, influenciadores, grupos de séries e de leitura...Eu tinha a sensação que já sabia de tanta coisa que nada poderia me surpreender, seria a série pombo.
Quebrei a cara. Stranger Things é um daqueles materiais que justificam pagar Netflix e fazer disso um custo necessário em casa. Demoram uma eternidade, tiram suas séries favoritas mas colocam originais incríveis.
Em tempos onde o antigo é “Cult”, vestir-se usando referências dos anos 80/90 é o novo atual e a geração mimimi protesta e cria discussões intermináveis até para qualquer frase proferida por Silvio Santos, Stranger Things trás um conteúdo que une a geração do cartucho e joystick e os mimimis, calhou de de a série unicórnio que todo mundo ama, e quem não ama é stranger. O chamado “museu cheio de novidades”, como dizia Cazuza.

O elenco adulto vem com o grande holofote em Winona Ryder – eu sempre amei esse nome, até mesmo antes de associá-lo a figura da atriz -, quando não se sabia muito sobre a história da série (e até mesmo depois disso) as palavras “a volta de Winona Ryder” podia ser lida em nove a cada dez links direcionados das notícias sobre ST. Winona está estupenda, brilhante vivendo Joyce Byers, mãe de Will. 

A mulher divide com facilidade o título de ‘dona da série’ com a pequena e revelação Millie Bobby-Brown.


David Harbour (lembro vagamente de uma participação em Elementary como O Dr. Mason Baldwin) interpreta o xerife Hopper, um cara solitário, mal humorado que perdeu a filha e viu seu casamento arruinar com a chegada dos problemas de alcoolismo mas que é um dos personagens mais importantes para o desenrolar final da primeira temporada, garantindo até o sono tranquilo daqueles que esperam a próxima temporada (entendedores entenderão). 
Na minha humilde opinião ele vê em Eleven a figura da falecida filha, não é coisa da minha cabeça mas, esperem um plot incrível vindo desse laço fraterno.

Temos Charlie Heaton, Natalia Dyer e Joe Keery como Jonathan Byers, Nancy Wheeler e Steve Harrington, respectivamente. O irmão mais velho e sofrido de Will Byers, a irmã exemplo de Mike Wheeler e o playboy Steve Harrington. Jonathan, o isolado que ama secretamente Nancy, a típica garota dos anos 80, que se interessa por Steve e o resto é spoiler do trio pombo  que quando você pensa que vai decolar, consegue colocar as asas no chão.
Pausa para os cinco coisas mais preciosas dessa produção: Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin  e Noah Schnapp.
Millie Bobby Brown... se Winona Ryder é a rainha da série, deem a coroa de princesa para Millie.

2017 será o ano dela, elá já está ganhando a publicidade dos artigos de moda das grandes marcas. Ela canta, é carismática, sabe como se comunicar e aproximar o público e, se há algo que Millie Bobby Brown não faz bem, me informem pois até hoje não descobri.
Eleven “El” (Onze) é uma menina que foi submetida a diversos experimentos científicos e possui poderes telepáticos, El e o mostro do mundo invertido possuem uma conexão e a atuação é impecável.

Finn Wolfhard aparenta ser aquele garoto cool que faz as adolescentes de hoje (e de ontem) suspirarem pelo estilo autêntico. Finn interpreta Mike Wheeler, líder dos meninos, nerd e com uma sensibilidade muito, muito fofa.

Gaten Matarazzo. Ele ama o Brasil. E o Brasil ama ele. Eu amo ele. O mundo ama ele também. Dustin Henderson é na série, alvo de chacota por ter problemas no crescimento dos dentes, o que todo mundo (ou a maioria das pessoas) que assistem a série sabe, é que esse é um problema que Gaten possui desde a infância e que foi introduzido à história do personagem.

Caleb McLaughlin. Sabe quando você ama tanto um personagem que passa a odiar aqueles que maltratam e que fazem seu favorito sofrer? Pois é, não gosto do Lucas Sinclair, e meu não gostar é tanto que nem do pobre Caleb que consigo simpatizar. Tá certo que Lucas não sabia o que nós, telespectadores sabíamos sobre a El, mas poxa, porque ser tão grosso com minha menina? Vem cá El, eu te protejo, mata ele.

E por fim,  Noah Schnapp, por ter um papel no qual o sumiço do personagem inicia a história da série, Noah não aparece tanto quanto os demais durante a primeira temporada, uma das cenas que mais marcaram é quando Will Byers une suas forças para cantar Should I Stay or Should I Go, tema que liga Will e Jonathan, faz referência as músicas ouvidas nos anos 80 e fará você procurar coisas novas para sua playlist no Spotify.
Não falta shipper nessa série pessoal! Eu me recuso e bato o pé para não falar de Jonathan/Nancy da decepção ou Steve/Nancy, shipper é quando há química, pelo menos um resquício, em ambos os casos a gente até cala para não ofender ninguém.
Temos Joyce e Hopper! Não atirem pedras pois Eleven está me protegendo, vi coisas ali e não vi sozinha.
Acredito que serão incríveis juntos e haverá um lindo relacionamento por tudo o que passaram e pela intensidade do que viveram juntos.

Estou shippando Mike e El, e uma das cenas finais (que quem já viu vai saber qual é, cortou meu coração em muitos pedaços). Tem coisas mais bonitinha que isso? Tem não minha gente.
Ah! Não esqueci! RIP Barb.
Demorei mas escrevi! Nesse post vocês podem me indicar séries novas. – vamos fingir que se eu implorasse outra vez para que não fizessem isso, vocês me ouviriam. Então, o que temos para hoje?
Amo vocês e até logo!

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3 comentários

  1. Quando assisti ST eu tinha a mesma percepção que tu, parecia que eu já conhecia a série toda, pois assisti um tempo depois da maioria, justamente por não ter netflix na época. Mas ST me surpreendeu e me ganhou já no primeiro episódio. Agora estou nessa espera agonizante para a segunda temporada. Falando em shippar, também quero os mesmos casais que tu, kkk.

    Beijos,
    Última postagemBlog Gaby DahmerFanpage

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  2. Essa série é muito boma mesmo!!! <3
    https://thaydreams.blogspot.com.br

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21 anos atrás, fogos de artifício estouravam no céu competindo com o barulho de um choro estridente de uma pequena panda que veio ao mundo com a missão de tentar fazer coisas loucas darem certo. O resto não lembro muito, mas cresci e me graduei em Pedagogia e Marketing, e ainda serei uma futura arquiteta!

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